7 de set de 2017

Menina dos Átomos do Céu


Valente...
Covalente....
Ambivalente....
Você sempre na mente,
o coração rubro vira céu,
desvela do azul o véu,
que átomos traduz
reverberando alva luz
nas telas camistas
me diz de suas vinhetas.
Assombro nos assola,
pois depois de gastarmos
dos sapatos tanta sola,
incrível aqui estarmos
perplexos diante dos astros,
que fazem nos encontrar.


Para Maia

5 de set de 2017

Poesia da Noite

Um gole de cerveja...
Um sonho na mesa,
mortadela e calabresa,
mais um gole as avessas.

A mochila cheia de livros,
um velho casaco,
o garçom da o aviso,
o fechar das portas num estalo.

Na rua deserta,
o caminho de casa é uma reta,
conto meus passos,

ouço dos morcegos o guinchado,
Batmans nos telahados?
chego em casa embriagado.

8 de ago de 2017

Poema da Manhã

Quatro e meia...
uma taça de vinho ainda cheia,
dorsinha chata na cabeça,
desperto querendo que não alvoreça.

Mais um cochilo...
escuto um faceiro grilo,
na verdade do gato um estremido,
fome de um rajado felino.

Segunda e suas vicissitudes,
pragmatismo e suas atitudes,
tenho que levantar,

e mais uma semana enfrentar,
o que fazer?
Vamos lá!

21 de out de 2016

Réquiem de Inverno

Meio que distante ainda vejo
nesse pingo de suor,
de frio um desejo,
que sol fosse amável e melhor.


Queria um vento desencanado,
sem curvar pelo concreto armado,
da cidade que o asfalto crepita,
da busina que no ouvido apita.


Apesar de a beira mar,
a quilômetros o oceano há,
e meu céu seu azul não pode tocar.


O ameno Inverno fenece,
o firmamento enrubesce,
o verão a terra aquece.


22 de ago de 2016

Da Vida...

Nada está a contento,
vivo da alma ao relento.
nem eu mesmo entendo,
porque o descontentamento.

Devia olhar o sol
e alegre sorrir,
mas só vejo dos livros o pó,
preguiçoso volto a dormir.

Um acorde metal desperta,
intelectual cócega, incerta,
partilho linhas indiscretas

nalgum cibernético comunicador,
com carinhas sem muito furor,
sublimo alguma dor...

29 de jul de 2014

Além da Razão

Entendo agora
toda a mediocridade,
da qual quando jovens
desesperadamente fugimos.

Na minha solidão,
cercada por mundos intelectuais.
Da mesa do bar,
apego-me ao cotidiano casual.

Sobre o copo pouso a mão,
entendo que para muitos
basta pisar o chão.

Para outros como eu,
é necessário sonhar
muito além da razão.

2 de dez de 2013

Telas

Te vi assim tão faceira,
mas era de outra maneira,
em algumas polegadas
sua figura espalmada
na tela desta maquina.
Quanto tempo faz
que não vejo
seu sorriso sagaz?
Teu cheiro seu perdeu
no soar de um bocejo,
e com tantas telas,
não sei mais qual era
meu primeiro desejo.
Assim tem gente
que nem sei mais
se nesse mundo é vivente.
Me perco e me acho
nos bytes dessas telas,
mas nem de longe
tenho a felicidade
de Toquinho
cantando sua Aquarela.