21 de out de 2016

Réquiem de Inverno

Meio que distante ainda vejo
nesse pingo de suor,
de frio um desejo,
que sol fosse amável e melhor.


Queria um vento desencanado,
sem curvar pelo concreto armado,
da cidade que o asfalto crepita,
da busina que no ouvido apita.


Apesar de a beira mar,
a quilômetros o oceano há,
e meu céu seu azul não pode tocar.


O ameno Inverno fenece,
o firmamento enrubesce,
o verão a terra aquece.


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